Como agir em uma crise convulsiva
Na quinta-feira, 22, um adolescente que estuda no perÃodo da manhã na Escola Estadual Cardoso de Almeida (EECA), teve um ataque que pode ter sido provocado pela epilepsia. Ele convulsionou e o Corpo de Bombeiros foi chamado conduzindo a vÃtima ao serviço médico. O caso deixou alunos da mesma classe assustados. Uma das jovens chorava.
A verdade, é que a maioria da população não sabe como agir em situações como essas. Geralmente, a pessoa que convulsiona, cai no chão e pode bater o corpo em objetos que estão próximos, e até sofrer uma parada cardÃaca. Nesse caso, há risco de morrer. A enfermeira de Botucatu, Alessandra Mara Vaz Garcia, defende que exista uma orientação em empresas e escolas, para que as pessoas possam ajudar em uma crise como essa.
Ela lembra que algumas providências devem ser tomadas como: se ela ainda não tiver caÃdo, colocá-la no chão, afastar objetos próximos, colocar algo embaixo da cabeça da vÃtima para que ela não se machuque durante a convulsão; ‘lateralizar’ a cabeça: assim, evita-se um afogamento que poderia se dar por engolir a saliva ou um chicletes. Se houver algum objeto na boca do paciente e não der para tirar, apenas opte por virar o rosto para o lado. Devido à contração involuntária dos músculos, o convulsionado pode morder a mão de quem tenta ajudar e essa pessoa se ferir ou até perder o dedo.
A orientação é esperar passar a crise e, ao mesmo tempo, chamar socorro médico para que a pessoa seja avaliada em um hospital. Não se deve agarrar o convulsionado tentando fazer com que ele pare de se movimentar; não tentar fazê-lo voltar a si, lançando água ou o obrigando a tomá-la, nem tentar prender a lÃngua dessa vÃtima. “Geralmente, a pessoa em tratamento não apresenta essa crise. Mas, em uma adaptação a novo medicamento, por exemplo, pode ser que ela aconteça. Também há pessoas que sofrem um ataque pela primeira vez e elas devem passar por um médico para investigar as causasâ€, recomenda a enfermeira.
Um dos casos como esse ocorreu recentemente em Botucatu, dentro de uma empresa, no Centro de Botucatu. Um homem teve um ataque seguido de parada cárdio-respiratória. Todos ficaram apavorados. Uma funcionária, que tem treinamento, fez procedimento de ressuscitação, com massagem cardÃaca. “Dependendo do ataque, a pessoa pode sofrer uma parada e até perder a vida. Por isso, é importante se ter a orientação em diferentes espaçosâ€, alerta Alessandra Garcia. (Com Diário da Serra)
Algumas dicas
• Mantenha-se calmo e procure acalmar os demais.
• Ponha algo macio sob a cabeça do paciente.
• Remova da área objetos com os quais a pessoa possa se ferir.
• Afrouxe gravata e o colarinho da camisa.
• Deixe seu pescoço livre de qualquer coisa que o incomode.
• Mexa a cabeça dele para o lado para que a saliva flua.
• Fique a seu lado até que sua respiração volte ao normal e ele se levante.
• Leve-o para casa, caso ele não esteja seguro de onde se encontra.
• Algumas pessoas ficam confusas após terem sofrido um ataque.
• Não introduza nada na boca da vÃtima.



Minha irmã tratava-se com Gardenal 10 mg há 14 anos. Sempre que caÃa ficava mole, não se debatia, seu olhar parecia contemplar o “nada”. Nós a levantávamos e a deitavamos em sua cama. Ela dormia.
Porém no dia 22 de abril ela caiu feito “um poste”, ficou mole, acho que enrolou a lÃngua, eu tentava tirar alimentos de sua boca e pedia que ela abrisse a boca o que ela fazia, sinalizando que estava me ouvindo. Como ela suava bastante eu disse que daria um banho nela. Ela falou alguma coisa que não compreendà porque a lÃngua devia estar enrolada. Comecei a ouvir um ruido como se ela estivesse roncando. Eram os estertores. Eu não soube fazer respiração boca a boca. Ela teve uma parada respiratória e em seguida uma parada cardÃaca. O SAMU chegou e restabeleceu os batimentos cardÃacos após 20 minutos. Ela faleceu no dia seguinte- Causa da morte: Convulsão e edema cerebral. Sinto uma enorme dor e culpa por não ter sabido fazer nada para salvá-la. Ela já estava com um comprometimento neurológico sério pois fazia uso abusivo de medicamentos há mais de 25 anos. Ela usava por noite: 2 Rohypnol, 4 Lorax, 2 Diazepan 10 mg, 2 Gardenal, 3 Triptanol 75 mg(Amiprictilina), 1 Zyprexa de 10 mg. Nas últimas semanas ela fazia uso desse “coquetel” à tarde (17:00) e à 01:00 da madrugada quando ela acordava e queria dormir até o dia amanhecer. No dia da convulsão fatal ela começou a fazer um tratamento contra uma bactéria que apareceu no olho. A oftalmologista receitou CILOXAM colÃrio – uma gota de hora em hora – e Cicloplégico – 1 gota de 8 em 8 horas. Via a bula do CILOXAN e vi que ele pode causar choque anafilático, convulsão, etc.. Apesar de ela ter usado apenas duas gotas os senhores acham que estes colÃrios possam ter precipitado a convulsão, assim, tão devastadora? O que leva uma pessoa a ter uma convulsão assim tão forte que leva à parada respiratória tão rápido? e por consequência à parada cardÃaca?
Muito obrigada pela atenção.
Wilma Olmo Corrêa
em 2005 minha amiga teve uma convulsão pela primeira vez na vida e sem ter febre ou qualquer outro sinal de doença. Teve uma longa convulsão e foi levada para o hospital. Lá o médico administrou muitos medicamentos, o que acabou levando ela à morte.
Mas a causa da convulsão até hoje é desconhecida.
É comum convulsionar pela primeira vez e falecer por causa disso? O que pode causar esse tipo de convulsão?
Se alguém souber responder, responda para liviaazevedo@hotmail.com
Obrigada