Gambás invadem casas em Botucatu
O Corpo de Bombeiros e Guarda-Civil Municipal são acionados diariamente para retirar animais, principalmente gambás, das casas de Botucatu. Maristela Leiva, bióloga que faz mestrado no Departamento de Botânica da UNESP/Botucatu, informa que um dos animais capturados é um gambá e outro uma cobra que não é venenosa. “Os dois animais são inofensivos, mas podem transmitir doenças (no caso do gambá) ou machucar alguém através de mordidas”, informa.
Segundo ela, o animal que as pessoas chamam vulgarmente de raposa ou raposinha, na verdade, é um gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris). Em uma das apreensões em Botucatu, diz ela, trata-se de um gambá jovem ou adulto, que pode ter até 3 kg.
Os gambás vivem em matas e florestas, porém costumam aparecer em casas. Essa aproximação com as pessoas se deve principalmente à diminuição de áreas de matas, que ocorrem com desmatamentos e queimadas. É uma espécie que se adaptou muito bem à cidade. Nela encontrou abrigo (em forros de casas, árvores, terrenos abandonados que juntam entulhos, etc) e alimento abundante (desde árvores que dão frutos e pequenos ratinhos, como também lixo doméstico). Também podem atacar pequenas criações de galinhas e codornas dos quintais para se alimentar dos animais e dos ovos.
A bióloga alerta que não é aconselhável que se tente capturar manualmente o animal. Ele, como qualquer outro mamÃfero, inclusive os cães, pode transmitir muitas doenças. A mais perigosa é a raiva, que não tem cura e mata em pouco tempo. O manejo deve ser realizado por pessoas treinadas e que estejam imunizadas pela raiva. Além de doenças, ele pode morder e machucar alguém, pois tentará se defender se estiver com medo. Outra defesa usada pelos gambás é a liberação de uma substância através de uma glândula odorÃfera com odor não muito agradável para as pessoas e diversos animais, fazendo com que se afastem dele. Se for encontrado no quintal é só deixá-lo que irá embora.
O que as pessoas devem fazer para evitar o seu aparecimento é: não deixar lixo espalhado nos quintais e terrenos; colocar sacos de lixo na rua somente no dia em que a coleta pública passar; proteger seus animais de criação, colocando-os em viveiros fechados à noite e averiguar possÃveis buracos e fendas nos forros das casas e tampá-los. Outro fator atraente aos gambás são as árvores que dão frutos, como goiabeira, jabuticabeira e amoreira. Porém não é aconselhável que sejam cortadas, pois além de necessitar da permissão da prefeitura, elas atraem pássaros e nos dão os frutos. Quando os gambás ingerem frutos, assim como os pássaros e morcegos, eles defecam suas sementes em outros locais, fazendo com que outras árvores nasçam, muitas vezes em um local destruÃdo pelas pessoas. As pessoas não devem se desesperar e chamar o Corpo de Bombeiro, pois o gambá nada quer com elas.
“Sou bióloga e estou terminando meu trabalho de mestrado, pelo Departamento de Botânica da UNESP/Botucatu, que fala a respeito da contribuição dos gambás na regeneração das matas destruÃdas. Capturei alguns gambás na Fazenda Edgárdia (que foram posteriormente soltos no mesmo local) e analisei o conteúdo das fezes. Nelas encontrei muitas sementes de várias espécies de plantas, as quais muitas ajudam na recuperação das áreas degradadas. Portanto o gambá, como todos os outros animais, não deve ser morto ou maltratado, pois é importante para ajudar a manter o equilÃbrio da natureza”, conta Maristela.
“Trabalhei dois anos no Zoológico de São Paulo e lá recebÃamos muitos desses animais. Os casos mais comuns eram aqueles em que algum cachorro matou a mãe, ou ela foi atropelada ou morta e as pessoas entregavam seus filhotes para cuidarmos. Quando estes filhotes chegavam bem pequeninos (sem pêlos, com olhos fechados e totalmente dependentes da mãe) geralmente morriam, pois são muito frágeis”, lembra a bióloga.
Sobre os animais
A raposa é um mamÃfero canÃdeo, ou seja, parente próximo do cachorro. Já o gambá, é um marsupial, ou seja, ele é um parente, porém distante, do canguru australiano. Os marsupiais são aqueles mamÃferos que possuem uma gestação muito curta, sendo a do gambá de aproximadamente 13 dias, em que o filhote nasce pré-maturo e continua seu desenvolvimento dentro da bolsa da mãe, preso à uma mama.
Existem diversas espécies de marsupiais nas Américas e Austrália. No Brasil já foram descritas 55 espécies, os quais possuem de 10 gramas a 3 Kg. Vivem sozinhos e possuem hábitos noturnos, o que significa que, ao contrário das pessoas, ficam acordados à noite e dormem durante o dia. A maioria das espécies se alimenta de uma ampla variedade de frutos, néctar, ovos, pequenos animais, como besouros e ratinhos. Costumam fuçar o chão, como também, escalar árvores para comer frutos e procurar abrigos. (Com Diário da Serra).



me desculpem!mas esse bicho da foto para mim e uma ratazana e nao um gamba!pois guando me mudei pra essa casa q vivo hoje,tinha dois bichos que me falaram que era do vizinho e domesticado,mas muito diferente desse da foto,que….para mim tbm nao era gamba e sim um nome que nao me recordo agora,mas gamba completamente diferente desse ou do que vivia aqui e so sumiu guando o dono tbm faleceu!me desculpem